Biografia

Alfredo Louro nasceu em Lisboa, na freguesia do Beato em 29 de Outubro de 1936.

Frequentou o antigo 2º. Ciclo dos Liceus após o que cursou na “Universidade da Vida”. Profissional de seguros, aos 33 anos foi convidado a instalar em Leiria uma Delegação da Seguradora que serviu e onde exerceu as suas funções de Gerente até 1984.  A seu pedido transferiu-se para Oliveira de Azeméis onde reside,  deslocando-se com frequência à sua residência de férias na Ilha de Armona, em Olhão, (Algarve)

Como Profissional de Seguros aposentado, dá assistência à carteira de seguros de que é titular, desenvolvendo a sua actividade em vastas zonas do País

Os seus tempos livres ocupa-os da forma que mais prazer lhe dá como: Fado, Poesia, Internet, Escrever, Radio-Amadorismo e tudo que tenha a ver com comunicação!

Dá especial apreço à solidariedade e humildade,  detestando a mentira e a petulância.


2003-03-16 18:05:00
Devoção / Oliveira de Azeméis
ELE PASSA AS NOITES A COMENTAR NA INTERNET

Alfredo Louro, 66 anos, mediador de seguros em ‘part time’, deita-se todos os dias às quatro da manhã, depois de ter dado opinião sobre seis ou sete temas do ‘Correio da Manhã On-line’. Um homem feliz, que ajuda os amigos, faz poesia e não perde uma oportunidade para interagir com o seu jornal.

Paula Rocha

Alfredo Louro

Alfredo Louro diz-se um apaixonado pelas novas tecnologias. Diariamente lê o ‘Correio da Manhã On-line’ e comenta todas as notícias que lhe despertam interesse. Entre todos os que fazem comentários via Internet, é o recordista, com seis a sete intervenções por noite. Tal como contou ao ‘Domingo Magazine’, sempre foi um leitor assíduo do ‘Correio da Manhã’, e a dada altura descobriu o ‘site’ do jornal. “Comecei então a fazer comentários por curiosidade, mas agora é como um vício. Não há um dia em que não o faça e, regra geral, são bastante extensos”, revela.



Natural de Lisboa, onde viveu até ao 33 anos, Alfredo Louro sempre trabalhou como profissional de seguros. Em 1971 foi para Leiria, onde desempenhou, até 1984, as funções de gerente de uma companhia. O divórcio levou-o a pedir transferência para uma agência do Norte do País e acabou por ir parar a Oliveira de Azeméis, onde reside. Hoje em dia é mediador de seguros em ‘part-time’, e passa os dias a ajudar os amigos. “À hora de almoço vou para um café auxiliar os donos que não têm mãos a medir com tantos clientes”, conta. Depois dirige-se a S. João da Madeira, à companhia de seguros, e aproveita para visitar clientes. Quando regressa a Oliveira de Azeméis dá umas voltinhas pela cidade, “para ver os amigos e conversar um bocadinho.” Ao final da tarde recolhe a casa e programa o dia seguinte. “As noites dedico-as à Internet, e nunca me deito antes das quatro horas da manhã. Aproveito para ver o jornal, fazer os comentários às notícias e trocar uns e-mails”, adianta.



Alfredo Louro é também amante de música, sobretudo do fado. Em tempos pegava na viola e cantava para a família e amigos. A poesia é outro dos seus passatempos. “Escrevo porque gosto e porque me distrai. Sou uma pessoa muito sensível, para quem os sentimentos têm um papel muito importante na vida, daí que seja fácil colocá-los no papel”, conta.



Aos 66 anos, define-se como um homem feliz, apesar das dificuldades que a vida lhe reservou. Os amigos são, sem dúvida, a sua maior fortuna. Vive sozinho, mas não se sente só, já que em cada rua que passa da cidade que escolheu para viver há uma cara amiga que o cumprimenta. Confessa, no entanto, que é a família quem ocupa o lugar de destaque no seu coração. “A minha filha e o meu neto de 13 anos são as pessoas mais importantes da minha vida”, assegura.

Paula Rocha (Aveiro)